Diverticulite: o que é e como deve ser tratada?

Por Procto em 11/07/2022
Diverticulite: o que é e como deve ser tratada?

Diverticulite é o nome da doença caracterizada pela inflamação do divertículo. Para entendermos a condição, precisaremos conhecer melhor o que são os divertículos. 

Os divertículos são saculações gastrointestinais que podem estar localizadas em diferentes regiões do trato gastrointestinal. Uma pequena quantidade de fezes pode acabar ficando retida nessas pequenas bolsas, que possuem formato da ponta de um dedo de luva. 

A inflamação dessa estrutura é mais comum após os 40 anos e leva a sintomas como dor abdominal, febre, perda de apetite, náuseas, dentre outras alterações gastrointestinais. 

Quer saber mais sobre a doença e suas implicações? Continue a leitura!

O que é diverticulite?

A diverticulite é uma doença gastrointestinal marcada pela inflamação ou infecção dos divertículos, e pode levar à perfuração na parede intestinal. 

Em caso de perfuração, fala-se em diverticulite aguda complicada. Se apesar da lesão a infecção ficar retida ao local, a condição pode requerer apenas um tratamento clínico, inicialmente.

Quando o quadro se torna mais grave, apresentando a formação de abscesso ou peritonite generalizada, a condição pode exigir um tratamento cirúrgico ou invasivo.

Principais sintomas

Muitas vezes a diverticulose (presença de vários óstios diverticulares nos cólons)  é assintomática, sendo identificada em meio a uma investigação em relação a outras alterações intestinais. Entretanto, na diverticulite o paciente apresenta sintomas agudos, sendo que a doença pode levar a sintomas pouco específicos, dentre eles: 

  • Dor abdominal
  • Diarreia 
  • Prisão de ventre
  • Sensibilidade no abdômen
  • Enjoo 
  • Vômitos
  • Febre
  • Calafrios
  • Sangue nas fezes
  • Perda do apetite

Agora que você conhece os sinais e sintomas, fica fácil compreender porque em muitos casos a condição passa despercebida. Por isso, recomendamos que esteja o mais atento possível à sua saúde e aos sinais que o seu corpo dá, para assim, realizar o diagnóstico precoce e evitar complicações maiores.

Diante de qualquer suspeita, consulte um especialista.

Diagnóstico

A investigação para diverticulite tem início com o relato dos possíveis sinais e sintomas da condição. O médico iniciará a consulta com uma anamnese, conversando com o paciente sobre sua queixa, seu histórico de saúde, hábitos e vícios dentre outros aspectos que considerar relevante ao caso apresentado. 

Um exame físico geral é realizado, contudo, na maioria das vezes é importante a realização de exames complementares para confirmação do diagnóstico. 

No caso da diverticulite é requerida uma tomografia computadorizada de abdômen que  é o principal, e mais importante, exame, pois permite uma visualização melhor das lesões relacionadas à doença e classificação do seu  grau de complicação.

Causas de diverticulite

Dentre as principais causas da diverticulite temos o próprio processo de envelhecimento, que causa perda da elasticidade da musculatura do intestino, o que favorece o acúmulo de fezes nessas bolsas, causando a inflamação. 

Existem ainda outras situações que podem desencadear o processo inflamatório dessas estruturas, como uma dieta pobre em fibras e prisão de ventre crônica.

Como deve ser tratada?

O tratamento da diverticulite dependerá da gravidade do quadro apresentado. Confirmada a condição, inicialmente é recomendada uma dieta leve e predominantemente líquida. Também podem ser prescritos analgésicos e antibióticos. 

Estima-se que 80% dos casos evoluem para cura em poucos dias. Caso isso não aconteça, existem ainda duas opções: 

  • Cirurgia: o procedimento consiste na retirada da parte comprometida do intestino. 
  • Drenagem: o procedimento consiste na punção transcutânea dos abcessos.

Procurar atendimento médico e seguir suas orientações quanto ao tratamento da diverticulite é essencial para prevenir as possíveis complicações da doença. Veja a seguir quais são elas. 

Possíveis complicações

O risco de complicações aumenta quando não há intervenção diante dos primeiros sintomas ou mesmo quando as orientações do médico não são seguidas com cautela. 

Nesses casos, há risco de:

  • Sangramentos: presença de sangue vivo nas fezes.
  • Abscesso no local: pode causar dor, além de aumentar o risco de infecções. 
  • Formação de fístulas: comunicação entre o intestino e outros órgãos causada por feridas nas paredes. 
  • Obstrução intestinal: impedimento da passagem de líquidos e fezes pelo intestino.

Dúvidas frequentes sobre a Diverticulite

É possível prevenir a diverticulite?

Não há garantias, mas sim, é possível reduzir o risco de desenvolvimento da condição. Para tanto, a principal recomendação é uma dieta com alto teor de fibras, rica em vegetais, cereais integrais e grãos, que são essenciais para o bom funcionamento do intestino. 

Além disso, é importante nesse sentido beber pelo menos 2 litros de água por dia, o que facilita a formação do bolo fecal. Atividades físicas regulares também são úteis, pois ajudam a acelerar o metabolismo e, por consequência, o trânsito intestinal.

A doença precisa de tratamento?

Sim. A inflamação ou infecção dos divertículos pode acarretar uma série de complicações (descritas anteriormente neste artigo), por isso, procurar aconselhamento médico é essencial. 

A diverticulite pode causar câncer de intestino?

Não, não há nenhuma relação entre o câncer de intestino e a diverticulite. Uma mesma pessoa pode desenvolver as duas doenças, mas nem por isso elas estão relacionadas. 

Diante da suspeita de diverticulite, entre em contato e agende uma consulta.

 

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