Opções de tratamento para cisto pilonidal e em que casos são indicados

  • Home
  • Blog
  • Opções de tratamento para cisto pilonidal e em que casos são indicados

O cisto pilonidal é uma doença comum e crônica, ou seja, de longa duração, que ainda tem sua origem desconhecida pela área médica. Você já tinha ouvido falar dela?

Seu principal alvo é o sexo masculino na idade entre os 15 a 30 anos e pode trazer desconforto, tornando essencial o tratamento. Isso porque sua evolução pode, até mesmo, causar necroses na pele, formação de fístulas e outros túneis ao seu redor.

Apesar de não ter sua causa, totalmente, bem definida, sugere-se que seja por acúmulo de pêlos ou tecidos celulares na região, e a condição tem várias opções de tratamento, que são realizados por um médico coloproctologista, o especialista que trata das doenças do intestino, reto e ânus.

Neste artigo, vou te explicar o que você precisa saber sobre o cisto pilonidal, suas características e qual o melhor tratamento para cada caso. Confira!

O que é cisto pilonidal?

cisto pilonidal, como o próprio nome sugere, é um cisto que aparece na região do cóccix, entre o final da coluna vertebral e a parte superior das nádegas, alguns centímetros acima do ânus. Ele surge a partir de uma lesão e apresenta consistência borrachosa.

Um cisto é um tipo de “saco fechado”, que é envolto por uma membrana e apresenta conteúdo interno. Entre eles, a maioria dos cistos que surgem em nosso corpo contém líquidos no seu interior.

E se o material no interior do cisto for pus, ele passa a ser chamado de abscesso. Além disso, podemos encontrar outros elementos como pêlos, pele morta e glândulas.

Já o termo “pilonidal” significa “ninho de pelos”: o cisto é associado ao início do aparecimento de pêlos, que vão penetrando entre as nádegas na região próxima ao osso da base da coluna vertebral.

O cisto pilonidal pode surgir mais de uma vez em um mesmo paciente.

Quais os sintomas?

No geral, os sintomas apresentados são:

  • Surgimento de nódulo na parte superior das nádegas;
  • Eliminação de líquido com odor desagradável;
  • Inchaço;
  • Dores na região;
  • Vermelhidão;
  • Exteriorização de pêlos através do orifício do cisto,
  • Febre.

Também há casos de pacientes que apresentam pequenos cistos que não se infectam ou inflamam e, portanto, permanecem assintomáticos por muito tempo.

É muito comum a condição surgir em pessoas que permanecem muito tempo sentadas e, assim, ficam sujeitas a condições como atrito, calor e transpiração constante na região sacrococcígea.

Diagnóstico do cisto pilonidal

O diagnóstico é clínico e, geralmente, é de fácil reconhecimento. É realizado por meio de entrevista, exame físico e análise do histórico do paciente e sinais apresentados.

O ideal é se consultar com o coloproctologista em todos os processos, já que muitas vezes a condição pode se confundir com outras doenças no ânus, como a fístula anal. Para o diagnóstico ser preciso, pode ser fundamental o exame proctológico associado a alguns exames de imagem específicos.

Quais opções de tratamento do cisto pilonidal?

A condição apresenta uma fase aguda e uma fase crônica. Dessa forma, o melhor tratamento irá depender do caso do paciente, de acordo com a gravidade dos sintomas.

  • Fase aguda

Nesse momento, o cisto pilonidal está em sua fase mais crítica e o esvaziamento por meio de uma leve incisão e drenagem pode dar conta de reverter a situação.

Muitas vezes, a doença é curada e não reaparece após a drenagem. Mas o reaparecimento ou não pode depender de alguns cuidados, como a eliminação de pelos na região durante alguns meses e acompanhamento médico.

  • Fase crônica

A fase crônica é quando o cisto pilonidal está mais avançado. O momento é caracterizado pela persistência da eliminação de secreções, mostrando sinais de inflamação crônica e abertura consolidada do trajeto do cisto até a pele.

Também podem apresentar sintomas como vermelhidão e dor, pelas crises recorrentes. Portanto, nesse caso, a melhor intervenção será a cirúrgica

Técnica, método e pós-operatório do cisto pilonidal

A técnica mais utilizada para casos de feridas infectadas é a ressecção em cunha do cisto. Nesse processo, abrem-se as feridas para limpá-las de pêlos, tecido morto e outros conteúdos; a ferida é deixada aberta, sem pontos, para que a cicatrização ocorra naturalmente.

Esse método é conhecido também como “cicatrização por segunda intenção”. Embora o período de recuperação seja mais longo (normalmente, mais de 90 dias e podendo demorar vários meses para o fechamento completo da ferida) do que outras formas de tratamento cirúrgico, o risco de reaparecimento da doença é muito baixo.

Além disso, pode ser indicado também outro tratamento que consiste em fechar a ferida com pontos, o que encurta o período de recuperação, mas aumenta o risco de novas crises ou infecções na ferida operatória.

No pós-operatório, em ambos os casos, é preciso de vários cuidados, como trocar os curativos todos os dias, lavar a região com soro fisiológico ou água corrente filtrada e cobrir com gaze para alcançar os resultados esperados.

Entretanto, pode ser empregado o uso de algumas novas alternativas para acelerar o processo de cicatrização, como o uso de placas com medicações para cicatrização, curativos com pressão negativa e até mesmo oxigenioterapia hiperbárica!

Portanto, converse com a equipe que fará o seu atendimento para avaliar as possibilidades disponíveis.

Outra opção é o Tratamento Minimamente Invasivo, que pode ser feito através do EPSiT, o qual consiste na introdução de um instrumento óptico fino (fistuloscópio), conectado a um sistema de vídeo e irrigação com solução hipertônica, o que permite a visualização total da fístula, eliminando o que há por dentro sem danificar as paredes internas.

Ou ainda, através do LASER, que consiste na utilização de uma fibra endorradial de laser para ocluir o trajeto fistuloso do cisto pilonidal, por uma ação de foto termoablação, evitando assim as extensas feridas cirúrgicas geradas pelas cirurgias excisionais, bem como, proporcionando uma recuperação pós-operatória muito mais rápida e tranquila, com o fechamento da ferida, normalmente, em menos de um mês!

Deixe seus exames com o coloproctologista em dia!

O acompanhamento pelo médico especialista coloproctologista é importante para as tomadas de decisões quanto ao melhor tratamento para o cisto pilonidal.

Se surgiu alguma dúvida ou você se identificou com os sintomas citados, conte comigo! Estou à disposição para te ajudar e não se esqueça de acessar meu Instagram para mais conteúdos sobre coloproctologia.

Escreva uma comentário

At vero eos et accusamus et iusto odio digni goikussimos ducimus qui to bonfo blanditiis praese. Ntium voluum deleniti atque.

Melbourne, Australia
(Sat - Thursday)
(10am - 05 pm)