Opções de tratamento para cisto pilonidal e em que casos são indicados

Por Procto em 12/05/2022
Opções de tratamento para cisto pilonidal e em que casos são indicados

O cisto pilonidal é uma doença comum e crônica, ou seja, de longa duração, que ainda tem sua origem desconhecida pela área médica. Você já tinha ouvido falar dela?

Seu principal alvo é o sexo masculino na idade entre os 15 a 30 anos e pode trazer desconforto, tornando essencial o tratamento. Isso porque sua evolução pode, até mesmo, causar necroses na pele, formação de fístulas e outros túneis ao seu redor.

Apesar de não ter sua causa, totalmente, bem definida, sugere-se que seja por acúmulo de pêlos ou tecidos celulares na região, e a condição tem várias opções de tratamento, que são realizados por um médico coloproctologista, o especialista que trata das doenças do intestino, reto e ânus.

Neste artigo, vou te explicar o que você precisa saber sobre o cisto pilonidal, suas características e qual o melhor tratamento para cada caso. Confira!

O que é cisto pilonidal?

O cisto pilonidal, como o próprio nome sugere, é um cisto que aparece na região do cóccix, entre o final da coluna vertebral e a parte superior das nádegas, alguns centímetros acima do ânus. Ele surge a partir de uma lesão e apresenta consistência borrachosa.

Um cisto é um tipo de “saco fechado”, que é envolto por uma membrana e apresenta conteúdo interno. Entre eles, a maioria dos cistos que surgem em nosso corpo contém líquidos no seu interior.

E se o material no interior do cisto for pus, ele passa a ser chamado de abscesso. Além disso, podemos encontrar outros elementos como pêlos, pele morta e glândulas. 

Já o termo “pilonidal” significa “ninho de pelos”: o cisto é associado ao início do aparecimento de pêlos, que vão penetrando entre as nádegas na região próxima ao osso da base da coluna vertebral. 

O cisto pilonidal pode surgir mais de uma vez em um mesmo paciente.

Quais os sintomas?

No geral, os sintomas apresentados são:

  • Surgimento de nódulo na parte superior das nádegas;
  • Eliminação de líquido com odor desagradável;
  • Inchaço;
  • Dores na região;
  • Vermelhidão;
  • Exteriorização de pêlos através do orifício do cisto,
  • Febre.

Também há casos de pacientes que apresentam pequenos cistos que não se infectam ou inflamam e, portanto, permanecem assintomáticos por muito tempo.

É muito comum a condição surgir em pessoas que permanecem muito tempo sentadas e, assim, ficam sujeitas a condições como atrito, calor e transpiração constante na região sacrococcígea.

Diagnóstico do cisto pilonidal

O diagnóstico é clínico e, geralmente, é de fácil reconhecimento. É realizado por meio de entrevista, exame físico e análise do histórico do paciente e sinais apresentados.

O ideal é se consultar com o coloproctologista em todos os processos, já que muitas vezes a condição pode se confundir com outras doenças no ânus, como a fístula anal. Para o diagnóstico ser preciso, pode ser fundamental o exame proctológico associado a alguns exames de imagem específicos.

Quais opções de tratamento do cisto pilonidal?

A condição apresenta uma fase aguda e uma fase crônica. Dessa forma, o melhor tratamento irá depender do caso do paciente, de acordo com a gravidade dos sintomas.

  • Fase aguda

Nesse momento, o cisto pilonidal está em sua fase mais crítica e o esvaziamento por meio de uma leve incisão e drenagem pode dar conta de reverter a situação.

Muitas vezes, a doença é curada e não reaparece após a drenagem. Mas o reaparecimento ou não pode depender de alguns cuidados, como a eliminação de pelos na região durante alguns meses e acompanhamento médico.

  • Fase crônica

A fase crônica é quando o cisto pilonidal está mais avançado. O momento é caracterizado pela persistência da eliminação de secreções, mostrando sinais de inflamação crônica e abertura consolidada do trajeto do cisto até a pele.

Também podem apresentar sintomas como vermelhidão e dor, pelas crises recorrentes. Portanto, nesse caso, a melhor intervenção será a cirúrgica

Técnica, método e pós-operatório do cisto pilonidal

A técnica mais utilizada para casos de feridas infectadas é a ressecção em cunha do cisto. Nesse processo, abrem-se as feridas para limpá-las de pêlos, tecido morto e outros conteúdos; a ferida é deixada aberta, sem pontos, para que a cicatrização ocorra naturalmente. 

Esse método é conhecido também como “cicatrização por segunda intenção”. Embora o período de recuperação seja mais longo (normalmente, mais de 90 dias e podendo demorar vários meses para o fechamento completo da ferida) do que outras formas de tratamento cirúrgico, o risco de reaparecimento da doença é muito baixo.

Além disso, pode ser indicado também outro tratamento que consiste em fechar a ferida com pontos, o que encurta o período de recuperação, mas aumenta o risco de novas crises ou infecções na ferida operatória.

No pós-operatório, em ambos os casos, é preciso de vários cuidados, como trocar os curativos todos os dias, lavar a região com soro fisiológico ou água corrente filtrada e cobrir com gaze para alcançar os resultados esperados.

Entretanto, pode ser empregado o uso de algumas novas alternativas para acelerar o processo de cicatrização, como o uso de placas com medicações para cicatrização, curativos com pressão negativa e até mesmo oxigenioterapia hiperbárica!

Portanto, converse com a equipe que fará o seu atendimento para avaliar as possibilidades disponíveis.

Outra opção é o Tratamento Minimamente Invasivo, que pode ser feito através do EPSiT, o qual consiste na introdução de um instrumento óptico fino (fistuloscópio), conectado a um sistema de vídeo e irrigação com solução hipertônica, o que permite a visualização total da fístula, eliminando o que há por dentro sem danificar as paredes internas.

Ou ainda, através do LASER, que consiste na utilização de uma fibra endorradial de laser para ocluir o trajeto fistuloso do cisto pilonidal, por uma ação de foto termoablação, evitando assim as extensas feridas cirúrgicas geradas pelas cirurgias excisionais, bem como, proporcionando uma recuperação pós-operatória muito mais rápida e tranquila, com o fechamento da ferida, normalmente, em menos de um mês!

Deixe seus exames com o coloproctologista em dia!

O acompanhamento pelo médico especialista coloproctologista é importante para as tomadas de decisões quanto ao melhor tratamento para o cisto pilonidal.

Se surgiu alguma dúvida ou você se identificou com os sintomas citados, conte comigo! Estou à disposição para te ajudar e não se esqueça de acessar meu Instagram para mais conteúdos sobre coloproctologia.

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