Prolapso retal: do diagnóstico ao tratamento

Por Procto em 25/05/2022
Prolapso retal: do diagnóstico ao tratamento

Você sabia que existem casos de pessoas que fazem muito esforço para carregar peso ou evacuar, por exemplo, e acabam sofrendo uma condição em que o reto pode sair para fora do ânus? Essa condição se chama prolapso retal.

Apesar de parecer uma situação improvável, ela existe e deve ser tratada pelo coloproctologista o quanto antes possível.

Por isso, vamos conhecer um pouco mais sobre como é feito o diagnóstico, quais são as possíveis causas e qual o melhor tratamento, entre outros detalhes. Boa leitura.
 

O que é o prolapso retal?

Como visto anteriormente, o prolapso retal acontece quando há a exteriorização do reto por meio do orifício anal, ou seja, quando toda a porção do reto ou parte dela “escapa” por meio do ânus.

O ânus é o orifício final do intestino. Já o reto é a porção final desse órgão.

No caso de apenas parte do reto ser colocada para fora, apenas a camada mais superficial pode ser notada, o que pode passar despercebido pelo paciente e ele associar, erroneamente, sua situação com uma hemorroida.

Por isso, para o diagnóstico ser confirmado, é imprescindível a avaliação médica especializada.
 

Quem é o público de risco da condição?

A condição afeta mais crianças que não têm os músculos da região desenvolvidos, idosos que tiveram o enfraquecimento dos músculos ao longo da vida e de pessoas com algum tipo de predisposição.

  • O prolapso retal afeta tanto homens quanto mulheres, mas geralmente, é mais encontrado no sexo feminino, principalmente, pela menor espessura dos músculos pélvicos e pelo fator gestação.

 

Conheça os sintomas

Os sintomas são mais perceptíveis principalmente nos casos em que o prolapso retal se caracteriza pela saída total do reto. Nesses casos, os mais comuns são:

  • Sensação de que há algo no ânus, como um peso;
  • Percepção do intestino exteriorizando através do ânus;
  • Incômodo e ardência local;
  • Sangramento anal;
  • Dores abdominais e locais;
  • Dificuldade para defecar;
  • Saída de muco e/ou perda espontânea de fezes pelo ânus;
  • Ao evacuar, sentir que ainda há fezes para serem eliminadas.

As principais queixas podem ser percebidas principalmente quando o paciente realiza esforços ou ao ficar em pé.
 

Entenda as causas do prolapso retal

São diversas as causas em que o prolapso retal pode aparecer para um paciente e, em muitos casos, são combinadas.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Coloproctologia, as causas principais são:

  • Diminuição da força dos esfíncteres anais;
  • Alteração da anatomia da pelve por cirurgia, parto ou trauma;
  • Constipação intestinal severa e prolongada;
  • Perda de peso acentuada;
  • Outros fatores imprevisíveis que podem mudar o equilíbrio anatômico da região.

 

Do diagnóstico ao tratamento

O primeiro passo é se consultar com o médico especialista, coloproctologista, que irá realizar um exame proctológico completo, incluindo o toque retal e anuscopia e/ou retossigmoidoscopia.

A escolha irá depender de cada caso e das queixas dos pacientes. É comum que, durante o exame, o coloproctologista solicite ao paciente que simule o esforço para evacuar para avaliar a gravidade e indicar o tratamento mais adequado. 

Além disso, o tratamento do prolapso retal vai depender da faixa etária do paciente, condições clínicas associadas, tamanho e tipo do prolapso retal, entre outros detalhes, como por exemplo, recursos disponíveis e expectativas do paciente.
 

Como tratar crianças com prolapso retal

Em pacientes que ainda são bebês e crianças, em muitos casos, a cura é espontânea: com o desenvolvimento, os ossos e músculos se fortalecem e impedem a saída do reto. 

Para ter sucesso, algumas técnicas também podem ser colocadas em prática, como prender as nádegas do bebê entre uma fralda e outra, ou usar medicamentos que melhoram a textura das fezes e, assim, facilitem a evacuação dos pequenos.
 

Pacientes adultos em estágio inicial do prolapso retal

Em caso de suspeita de que existe o prolapso retal e ele se apresenta em seu estágio inicial, para diagnosticar corretamente, pode ser exigido o exame de Defecograma, já que nem sempre a condição nessa fase é perceptível.

Se constatado que o paciente está com a condição nessa fase, pode não ser necessária cirurgia. Basta recomendações relacionadas com mudanças na alimentação e alguns cuidados necessários para melhorar o trânsito intestinal. Ressalto ainda a grande importância da fisioterapia do assoalho pélvico para fortalecimento da musculatura pélvica e tentativa de melhora dos sintomas.

Entretanto, em alguns casos, cirurgias anorretais mais simples são capazes de resolver o problema.

 

Pacientes adultos em estágio avançado do prolapso retal

Em casos de prolapso retal completo, a condição caracteriza-se em estágio avançado e o tratamento mais recomendado é o cirúrgico.

A cirurgia pode ser feita pelo abdome ou pelo reto, na qual o órgão é colocado para dentro, fixando ele na pelve ou até mesmo ressecado todo o conteúdo de reto prolapsado. Além disto, as cirurgias pro acesso minimamente invasiva também podem ser empregadas em pacientes selecionados.
 

O prolapso retal tem cura?

Apesar de haver tratamento, os pacientes devem realizar acompanhamento médico periódico no pós intervenção, já que cerca de 10 a 20% deles podem voltar a ter a doença.

Alguns hábitos podem contribuir para isso, como o esforço exagerado para evacuar, típico em quem apresenta prisão de ventre. 

O prolapso pode, inclusive, voltar à condição inicial e necessitar de ajuda com as mãos para colocá-lo para dentro ou, em casos mais sérios, permanecer para fora sem a possibilidade de “guardá-lo”.

Por ser uma condição muito específica, que necessita de acompanhamento médico durante todo o processo, é essencial consultar um coloproctologista de confiança. Assim, ele poderá indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Agende sua consulta para tirar todas suas dúvidas sobre o prolapso retal. Conte comigo!

 

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